segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Anvisa quer facilitar o desenvolvimento de antirretrovirais genéricos. Especialistas elogiam iniciativa

Nos casos de medicamentos de uso apenas hospitalar ou distribuídos em programas específicos, às vezes os laboratórios que desenvolvem os estudos têm dificuldade em adquirir o produto de referência, atrasando os testes. Com a proposta, a Anvisa quer obrigar os fabricantes desses remédios a venderem o produto.
O diretor-presidente da Agência, Dirceu Barbano, afirmou que essa medida pode acelerar a entrada de concorrentes no mercado, especialmente para os tratamentos de alto custo e com poucas alternativas terapêuticas disponíveis. “As empresas reduzirão o tempo para o registro de um novo medicamento, pois não terão dificuldades em ter acesso aos produtos de referência para teste”, disse.
Segundo a assessoria de imprensa da Anvisa, a proposta obriga o acesso a informações também de remédios patenteados. Os laboratórios privados e públicos poderão desenvolver e registrar esses produtos, mesmo que impossibilitados de comercializá-los.

Ativistas apoiam iniciativa
“Depois de anos de retrocesso e falta de transparência na política nacional de medicamentos, temos uma ação importante”, avaliou Mário Scheffer, doutor pela Faculdade de Medicina da USP com uma pesquisa sobre a incorporação de antirretrovirais no País.
“A notícia é boa porque o Brasil perdeu o pioneirismo de licenciamento compulsório e as multinacionais compraram empresas privadas brasileiras que fabricam genéricos”, acrescentou Mário, referindo-se ao licenciamento compulsório adotado pelo Brasil em 2007 para a produção e distribuição nacional do efavirenz. O remédio era patenteado e, por isso, o País estava impedido de produzir e fornecê-lo.
“Se desenvolvermos e registrarmos os medicamento que estão sob patente, no dia seguinte ao fim da exclusividade poderemos utilizar nossa produção”, afirmou o militante e professor da USP, Jorge Beloqui.
Para Jorge a iniciativa da Anvisa beneficia, além da pessoas que vivem com aids, portadores de muitas outras doenças.

Serviço
A consulta pública da Agência Nacional de Vigilância Sanitária foi publicada nesta quarta-feira e ficará disponível por 60 dias no site www.anvisa.gov.br.
www.prefeitura.sp.gov.br/dstaids
Fonte: Agência de Notícias da Aids

Governo e sociedade civil debatem novos mecanismos para melhorar benefício previdenciário das pessoas com HIV


Representantes das pessoas vivendo com HIV e aids estiveram nessa terça-feira, 17 de janeiro, na sede do Ministério da Previdência Social, em Brasília, para dar continuidade as discussões sobre as demandas relacionadas aos benefícios previdenciários para soropositivos.
Os ativistas querem que a perícia médica entenda melhor o que é viver com HIV e aids frente à sociedade e ao mercado de trabalho.
O grupo debateu propostas para tentar minimizar as demandas relacionadas com as altas médicas e o retorno de soropositivos, sem condições de trabalhar, ao mercado laboral.
Mas também há o outro lado, conforme explica Renato da Matta, da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids (RNP+) - Núcleo Rio de Janeiro. “Está em andamento uma proposta de que caso o trabalhador esteja realmente inapto para o trabalho, a empresa deverá comprovar tecnicamente, por meio de laudos de medicina do trabalho e pericias técnicas, a incapacidade do trabalhador”, disse.
Foi sugerido também ao Ministério a criação de um centro de referência em cada Estado para avaliação das demandas relacionadas ao HIV/aids. Renato acredita que este seria um canal direto das ONGs/aids que recebem as demandas das pessoas vivendo com HIV com a Previdência Social.
Participaram do encontro representando o Governo, o procurador federal do INSS, André Macedo; o diretor de regime geral da Previdência Social, Rogério Negamine; a coordenadora de reabilitação profissional da Diretoria de Saúde do Trabalhador, Tânia Martins; e o médico perito do INSS, Elielson Alexandre.
Representando a sociedade civil, estiveram Josimar Pereira, do Grupo Pela Vidda de Niterói; e Renato da Matta, da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids (RNP+) - Núcleo Rio de Janeiro.

Veja a seguir todas as propostas e discussões apresentadas:
- Concessão de aposentadoria em definitivo para pessoas que estejam em benefícios a mais de 05 anos, com idade igual ou superior a 60 anos – já em andamento para todas as patologias. Para os casos de aids, a proposta é de 50 anos, que será analisado pelo Ministério da Previdência, AGU – Advocacia Geral da União, Casa Civil e posteriormente, Presidência da República;
- Inclusão da CIF – Classificação Internacional de Funcionalidade, na avaliação médico-pericial, que será regida e analisada por multiprofissionais, como assistentes sociais, psicólogos, médicos do trabalho, terapeutas ocupacionais, fazendo parte integrante da Lei 8.213;
- Reestruturação dos CRP’s (Centros de Reabilitação Profissional), que estão sendo desmembrados em consonância com as atuais demandas e políticas institucionais existentes, onde o Ministério da Saúde passará a participar do processo de reabilitação, na área de saúde, e a Previdência na área colaborativa;
- A criação de um Grupo de Trabalho (GT) composto pelos membros presentes para acompanhar a evolução das propostas apresentadas;
- O retorno do GT em março de 2012, para analisar e consolidar todas as sugestões encaminhadas, relacionadas à Consulta Pública em HIV/aids, ocorrida em setembro de 2011, retornando para nova consulta pública;
- A possibilidade de novas vagas para complementação dos quadros deficitários de servidores da Previdência Social, com novos Agentes/Técnicos Previdenciários, Médicos Peritos;
- Buscar reduzir o tempo para avaliação médico-pericial no Sul do Brasil, com a implementação do novo modelo de perícia médica, aprovação e contração dos novos médicos peritos aprovados em concurso público;
- Criação de um modelo de laudo médico específico para aids, em conformidade com a proposta apresentada na reunião da CNAIS (Comissão Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais) em novembro de 2011, em Brasília;
- Divulgar nas APS – Agências da Previdência Social, informes sobre HIV/aids, informando dos deveres e direitos dos doentes de aids nos dias atuais, e promover nas agencias o fique sabendo e a prevenção, juntamente com o Ministério da Saúde – Departamento de HIV/aids e Hepatites Virais;

Fonte: Redação da Agência de Notícias da Aids

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Feira ONG Brasil 2011


No dia 17/12, visitamos a Feira ONG Brasil, que aconteceu na cidade de São Paulo. Neste evento, centenas de ONGs apresentaram seus projetos e produtos para a sociedade.
Em 2010, tivemos a oportunidade de participar como expositores. Em 2011, devido a problemas internos não tivemos a mesma oportunidade. Porém, já estamos nos preparando para o próximo ano, já que a Feira é uma grande vitrine...
Tivemos a oportunidade de conversar e trocar experiências com representantes de várias ONGs de São Paulo e do interior, com a sinalização de possíveis parcerias.

Convidamos você para ingressar na ONG!
Contamos com seu apoio!

Wagner Cremonezi
Luis Fernando


Reunião com voluntários


No domingo, dia 11/12, foi realizado o 1º encontro para discussão das propostas e atribuições da ONG Vanguarda da Esperança com voluntários para o ano de 2012.
Fizemos a apresentação dos objetivos e trocas de ideias sobre o calendário do ano de 2012. Houve também a apresentação do histórico da ONG e a apresentação dos novos voluntários, Luciana que é, entre outras coisas, arte-terapeuta e do Clayton que é palestrante e trabalha com Recursos Humanos.
Sábado, dia 10, foi feita uma reunião com Junia, psicóloga.
Todos, se mostraram muito interessados e receptivos quanto aos planos da ONG.
Os encontros foram realizados no Centro Cultural de São Paulo, localizado próximo ao Metrô Vergueiro.
Haverá um novo encontro em Janeiro de 2012, para definição dos objetivos e também apresentação de novos membros.

Convidamos você para ingressar na ONG!

Contamos com seu apoio!

Wagner Cremonezzi


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Novo medicamento poderá impedir transmissão da AIDS

Pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, desenvolveram um composto químico capaz de destruir a capacidade de infecção do vírus HIV. Chamada de PD 404,182, a substância tem potencial para se tornar um medicamento tópico capaz de desativar o HIV antes que ele provoque a AIDS.
A coordenadora da pesquisa, Dra. Zhilei Chen, diz que o composto “é uma pequena molécula virucida, o que significa que ela tem a capacidade de matar um vírus, neste caso, o vírus é o HIV".
A pesquisadora explica que o composto age abrindo o vírus, o que faz com que ele perca seu material genético, e, logo, sua capacidade de infecção. Como o material genético do vírus, o RNA, é altamente instável, logo que é exposto ele se degrada, e o vírus perde sua capacidade de infecção.
Dra. Chen ressalta que, o mais importante, é que o composto age no interior do vírus, e não sobre o envelope proteico, o que significa que o vírus não poderá alterar suas proteínas para se tornar resistente ao ataque. Os testes mostraram que o PD 404,182 também é eficaz contra o vírus da Hepatite C.
Entretanto, a cientista diz que o composto não é uma cura para a AIDS, mas tem grande potencial para ser utilizado na prevenção. A intenção é fabricar um gel tópico que possa ser aplicado no canal vaginal, para, caso o parceiro esteja infectado, o vírus seja dissolvido antes de ser transmitido ao outro.
"Nós fizemos uma série de testes para demonstrar que esse composto permanece ativo no fluido vaginal," explica Dra. Chen. "Na forma de um gel vaginal, o composto poderá funcionar como uma barreira, agindo de forma praticamente instantânea para destruir o vírus antes que ele infecte uma célula, evitando assim a transmissão do HIV de uma pessoa à outra", completa.

Fonte: Boa Saúde UOL

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Homens gays e mulheres até 19 anos apresentaram maior aumento de infecção pelo HIV


 No Brasil, há 630 mil pessoas com Aids. Em 12 anos, a taxa de mortalidade dos infectados baixou de 7,6 para 6,3 a cada 100 mil pessoas, queda de 17%, informou o Ministério da Saúde, nesta segunda-feira (28).
Na análise populacional, o maior número de casos é entre as mulheres jovens de até 29 anos e o público gay masculino.
“O maior aumento foi entre jovens gays, das jovens travestis. E da mulheres de 13 a 19 anos. Isso chama muito atenção para nós”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Segundo o estudo, a probabilidade de homens gays, de 18 a 24 anos, é 13 vezes maior do que rapazes heterossexuais.  Por isso, eles serão um dos focos das campanhas, como a do dia 1º de dezembro.



Queda em transmissão de mãe para filho
Um dos resultados apontados do aumento das campanhas governamentais foi a diminuição da transmissão vertical – aquela que a mãe infectada passa para o filho. Houve uma queda de 41%, segundo o Ministério da Saúde, entre 1998 a 2010.
“Observamos a redução da transmissão da mortalidade e da transmissão vertical. O acesso das mulheres no pré-natal fazer o diagnóstico foi fundamental”, afirmou o  coordenador da Unaids no Brasil, Pedro Chequer.


Fonte: Folha.com