segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Pesquisa confirma infecções por "novo" tipo de HIV no Brasil

Pessoas podem ser infectadas duas vezes pelos diferentes vírus da Aids
Estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz confirmou a presença de um segundo tipo de vírus da Aids em 15 pacientes no Brasil, todos em situação de infecção simultânea com o HIV-1, que já circula aqui. Desde 1987, pesquisadores discutem a presença do HIV-2 no país, mas o novo estudo usou meios mais precisos de confirmação e encontrou o maior número de casos.

Para o Ministério da Saúde, responsável pelas políticas contra a doença, o estudo tem impacto principalmente sobre a prevenção. Reforça a necessidade de uso da camisinha, por provar o risco de uma pessoa ser infectada duas vezes, pelos dois vírus, via diferentes exposições - o que pode ocorrer, por exemplo, na existência de múltiplos parceiros sexuais.
O diretor do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais da pasta, Dirceu Grecco, diz que, "mesmo infectada, uma pessoa tem de usar camisinha".
Ele destaca que o HIV-2, detectado pela primeira vez no Senegal, em 1985, tem evolução mais lenta e é menos transmissível. Porém, é resistente a uma das classes de medicamentos contra a Aids. 
Segundo informações da fundação, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estimou, em 2008, que a epidemia por HIV-1 atingia 34 milhões de pessoas no mundo, enquanto o HIV-2 seria responsável pela infecção de 2 milhões.

Índia prepara plano para levar camisinhas a todo o país

Projeto pretende controlar a explosão demográfica

Preocupada com sua explosão demográfica, a Índia, país com mais de 1,1 bilhão de habitantes, prepara um plano para levar preservativos a todas as residências dos 600 mil povoados do país.
O programa foi idealizado pelo ministro da Saúde, Ghulam Nabi Azad, que rejeitou a opção de fazer uma lei para o controle demográfico. Para o ministro, a iniciativa "ajudará a controlar a população, que deve chegar a 1,19 bilhão em 2011". O último censo indiano, realizado em 2001, totalizou mais de 1,1 bilhão de habitantes. O próximo está previsto para 2011.
Segundo um porta-voz do Ministério da Saúde, Dheeraj Singh, os anticoncepcionais já estavam disponíveis de graça em hospitais e farmácias, mas, para promover o uso, "planejamos distribuí-los ou, melhor, vendê-los porta por porta".
A responsabilidade por convencer os moradores da necessidade de prevenção será de uma organização humanitária, a "Asha", que significa esperança em hindi. Ela possui ativistas locais e vai usar voluntários das comunidades na tarefa.
- Se as pessoas compram em vez de receber de graça, a possibilidade de não usarem será menor.
As ativistas da Asha - que ficará com 20% da venda dos preservativos, com um preço subsidiado - são pessoas em quem as comunidades rurais "confiam". Singh esclareceu que o plano ainda se está sendo elaborado e estimou que deve ser iniciado no final deste ano com um teste em um número limitado de povoados.
O secretário-geral da associação de planejamento familiar, Vishwanath Koliwad, viu com bons olhos o plano e ressaltou a importância da informação sobre o preservativo.
- É uma boa iniciativa. As pessoas sabem da existência dos anticoncepcionais, mas é importante informar sobre seu uso e vantagens.
Segundo o secretário, o diálogo direto facilita essa tarefa, por isso as ativistas da Asha são uma boa opção.
- Também é necessário que as pessoas se desfaçam da timidez na hora de comprar os preservativos.
Segundo um relatório do Ministério da Saúde, mais de 37 milhões de pessoas fizeram uso, entre 2008 e 2009, de métodos de "planejamento familiar": em primeiro lugar estão os 18 milhões de indianos que usaram preservativo, seguido pela pílula anticoncepcional (8,4 milhões), dispositivos intrauterinos (6 milhões) e esterilização (5,3 milhões).
A taxa de natalidade do país, segundo dados de 2005, é de 2,6 filhos por mulher. Mas boa parte da população, particularmente nas zonas rurais, segue resistente ao uso de métodos anticoncepcionais.
Além disso, muitas famílias tentam abortar quando descobrem que o feto é de sexo feminino. O aborto e o assassinato de meninas com poucos anos são um dos fenômenos que mais preocupam as organizações de direitos humanos. Na Índia, o filho homem perpetua a linhagem, herda a propriedade e tem o dever de cuidar de seus pais quando envelhecem, enquanto o dote que as famílias devem pagar quando a filha se casa é tão alto que muitas delas não querem ter meninas. Na Índia, para evitar abortos, os exames de ultrassom para determinar o sexo do bebê são proibidos. No entanto, muitas vezes esses testes são realizados clandestinamente.

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Fórum de ONG/Aids de SP se prepara para estrear programa na AllTV

O Fórum de ONG/AIDS reúne 98 organizações não-governamentais em São Paulo e foi criado em 1996. A entidade representa o movimento social de luta contra as DST/AIDS no Estado, cobrando de gestores e políticos iniciativas de enfrentamento da epidemia. O programa será de entrevistas com um convidado por semana, e a apresentação será revezada entre integrantes da instituição. A atração vai ao ar todos os domingos, das 11h às 12h. A AllTV é assistida por 700 mil pessoas mensalmente e 31% da audiência é do exterior, segundo estimativa da enciclopédia popular Wikipedia.


Serviço Cidadania e Destaque – AllTV
Todos os domingos, das 11h às 12h
www.alltv.com.br

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

CNPJ

Olá, amigos!

Agradecemos a todos que nos ajudaram na saga para tirar o CNPJ, que finalmente saiu no dia 04 de setembro.

Agora, estamos nos cadastrando para que possamos nos beneficiar de doações dos créditos da Nota Fiscal Paulista.

Aproveito a mensagem para “pedir” a ajuda nos trabalhos que estamos fazendo na Festa do Morango e Flores de Atibaia nos finais de semana de setembro. Toda ajuda é bem-vinda.

Abraços!!!!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

20% dos soropositivos morrem sem diagnóstico

 Mesmo garantindo tratamento da Aids gratuito e universal desde meados dos anos 90, o Brasil tem cerca de 20% dos diagnósticos da doença feitos só depois que o paciente morre.
A constatação é da pesquisadora Monica Malta, da Fiocruz, que analisou os 386.209 casos registrados no país entre 1998 e 2008 --no total, 141.004 pessoas morreram em decorrência da doença.
"Sem o diagnóstico, essas pessoas deixam de receber o tratamento que poderia fazer com que vivessem mais", diz.
 "Se a pessoa morreu sem saber que tinha HIV, pode ter tido comportamento de risco sem saber que poderia estar transmitindo a doença."
O estudo, apresentado na 18ª Conferência Internacional de Aids, em julho, é o primeiro com informações nacionais, com base em quatro bancos de dados do governo.
Foram analisados todos os casos confirmados da doença, e não aqueles em que havia apenas infecção pelo HIV --em muitos casos, a pessoa tem o vírus, mas ainda não desenvolveu a Aids.

EXAMES
A análise revelou que 57,8% dos doentes não fizeram exame de carga viral e 48,6% não fizeram exame de CD4 naqueles dez anos.
Quando se consideram só os usuários de drogas injetáveis, as porcentagens são ainda maiores.
Os exames são importantes para a definição do medicamento e para o monitoramento de sua eficácia. Recomenda-se que cada um seja feito três vezes ao ano.
Isso pode significar que essas pessoas não estão se tratando de maneira adequada ou, simplesmente, que não estão se tratando.
Ronaldo Hallal, assessor técnico do Ministério da Saúde, diz que uma possível explicação é o fato de parte dos doentes realizarem esses exames na rede privada. No país, 75% da população não tem plano de saúde e depende do SUS.
O ministério afirma ainda que uma parcela --sem dizer o número-- só descobre a doença quando já está perto da morte, sem tempo para fazer os exames --geralmente os mais pobres e os usuários de drogas injetáveis.
Sobre os 20% que morreram sem o diagnóstico, o ministério disse que não comentaria pelo fato de a pesquisa não ter sido publicada.

DOENÇA OPORTUNISTA
O educador social baiano Fabio Correia, 44, quase morreu sem saber que tinha a doença. Em 2000, sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) decorrente da Aids. Passou semanas hospitalizado.
"Não tinha me passado pela cabeça que eu poderia ter Aids. Nunca havia cogitado fazer o exame de HIV", diz.
O coordenador da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids, Veriano Terto Júnior, aponta problemas.
"A oferta e o acolhimento nos serviços de saúde são precários", diz. "E, por mais que seja garantido o sigilo, algumas pessoas ficam com medo da exposição." 

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Pessoas com mais de 50 anos diagnosticadas tardiamente com HIV morrem mais cedo

 Pessoas com mais de 50 anos com HIV têm mais probabilidade de serem diagnosticadas com o estágio avançado da doença do que adultos jovens, segundo um estudo britânico.
Elas também têm duas vezes mais chances de morrer dentro de um ano após o teste de HIV do que os jovens diagnosticados tardiamente.
"Existe um grupo de pessoas que não faz o teste porque imagina que não está em risco", disse Valerie Delpech, do Centro de Infecções da Agência de Proteção da Saúde do Reino Unido, em Londres, que trabalhou no estudo, publicado na revista "Aids".
Ela disse que o número de britânicos infectados pelo HIV triplicou nos últimos dez anos, atingindo mais de 55.000 em 2007. Enquanto os idosos representam apenas cerca de um em cada seis desses casos, o número de novos diagnósticos está crescendo mais rapidamente entre aqueles com mais de 50 anos.
"Os números ainda são pequenos", disse Delpech. Ela estimou que menos de um a cada mil britânicos foram infectadas com o HIV. "Mas todos podem estar em risco, e precisamos pensar sobre isso", afirmou.
De 2000 a 2007, o número de pessoas recém-diagnosticadas com mais de 50 anos saltou de 299 para 710. Em comparação aos mais jovens, a maioria dos idosos soropositivos eram homens brancos homossexuais.
Ainda assim, houve uma grande proporção de homens e mulheres heterossexuais entre os infectados, ressaltou a pesquisadora.
Quase metade deles foram diagnosticados em estágio avançado da doença. Cerca de 14% dessas pessoas morreram no ano seguinte, em comparação com apenas 1% dos indivíduos testados rapidamente.
Embora as razões não fossem claras para o aumento do contágio entre os mais velhos, Delpech disse que o maior número de divórcios e as melhores condições de saúde podem ter colaborado para o aumento da atividade sexual entre essas pessoas.
Em um estudo anterior de doenças sexualmente transmissíveis, Anupam B. Jena, do Massachusetts General Hospital, em Boston, descobriu que os homens de 60 anos que tomavam Viagra, remédio para disfunção erétil, tinham o dobro da taxa de DSTs do que aqueles não medicados.
Ele disse que o novo estudo deixou claro pela primeira vez que o número crescente de idosos soropositivos não se deve apenas ao fato de que agora os doentes vivem mais, por causa dos medicamentos mais eficazes. De fato, os pesquisadores foram capazes de mostrar que cerca de metade das pessoas diagnosticadas após o 50º aniversário tinham sido infectadas com 50 anos ou mais.
Delpech disse que devem considerar fazer o teste todos os homossexuais, pessoas que viajaram para fora do país e tiveram relações sexuais ou quem iniciou um novo relacionamento. Se diagnosticados e tratados prontamente aos 30 anos, essas pessoas podem facilmente viver até 75 anos.
"Não é tudo má notícia", acrescentou. "Se você for diagnosticado precocemente, há medicamentos altamente eficazes."

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/779187-pessoas-com-mais-de-50-anos-diagnosticadas-tardiamente-com-hiv-morrem-mais-cedo.shtml 

Soropositivos morrem mais de doença do coração do que de Aids

 Portadores do vírus HIV estão morrendo mais de doenças como infarto, diabetes e câncer do que de causas diretamente ligadas à Aids.
Novos dados mostram um aumento desproporcional de doenças cardiovasculares e diabetes como causa de óbito em pessoas com HIV em relação à população sem o vírus.
Estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro revelou que, no hospital da universidade, causas não associadas à Aids já ultrapassaram as ligadas à doença.
"Tudo leva a crer que, se essa ainda não for uma realidade em todo o país, em breve será", afirma Mauro Schechter, chefe do laboratório de pesquisas em Aids do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e um dos líderes desse novo trabalho.
A equipe coordenada por ele também publicou um estudo que avaliou os índices de mortalidade em pacientes com e sem o vírus, a partir de dados de todas as certidões de óbito brasileiras ao longo de cinco anos.
Segundo a pesquisa, a mortalidade por Aids caiu entre 1996 (ano em que o Brasil se tornou o primeiro país em desenvolvimento a fornecer acesso universal aos antirretrovirais) e 1999, e desde então se mantém estável.

OUTRAS CAUSAS
No entanto, nos portadores do HIV, a mortalidade por outras causas, como doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e doenças do fígado ou dos rins, subiu quase 8% ao ano. Já entre os não portadores do vírus, esse aumento não chegou a 3%.
No caso específico das doenças do coração, houve um aumento de quase 8% ao ano entre os soropositivos, contra apenas 0,8% na população em geral.
Segundo especialistas, a queda na mortalidade se deu com o acesso à terapia dos antirretrovirais. Mas os soropositivos não estão recebendo atenção médica para monitorar outras doenças.
Esse dado foi corroborado por uma pesquisa inédita, divulgada no último congresso internacional sobre Aids, realizado na Áustria.
"O sistema de saúde não aproveita a oportunidade para tratar esse paciente como um todo", critica Schechter.
O levantamento divulgado no congresso ouviu mais de 2.000 pacientes em 12 países, Brasil incluído, para identificar como o portador do vírus vê sua infecção e traçar um perfil de sua relação com médicos e sistema de saúde.
Um terço dos entrevistados foi enquadrado no perfil considerado de alto risco cardiovascular - mas 65% deles não estavam tratando seus fatores de risco para problemas cardíacos.
Além disso, 44% dos fumantes nunca discutiram com seus médicos as implicações do hábito para a saúde.
Para piorar, sabe-se que há uma associação entre algumas drogas usadas por portadores do HIV e doenças cardiovasculares.
"O que mais chama a atenção é a baixa porcentagem de pacientes que discutem com seus médicos fatores como tabagismo, excesso de peso, entre outros", diz Schechter, coordenador do estudo no Brasil. "É como se os médicos apenas vissem um vírus a ser tratado naquele paciente."
"Estamos começando a conhecer os efeitos do vírus e dos remédios a longo prazo. Esses pacientes estão envelhecendo e as exigências da doença mudaram. Agora precisamos nos adaptar a isso", completa o infectologista Esper Kallás, da Universidade de São Paulo.

VÍRUS E DROGAS PODEM ELEVAR O COLESTEROL
Estudos recentes sugerem que a própria infecção pelo vírus HIV, ao levar a um processo inflamatório crônico, pode ter relação com o aumento do risco cardíaco. Algumas classes de drogas antivirais também elevam o colesterol. Mas, é claro, os médicos recomendam manter o tratamento mesmo assim, para controlar a infecção.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/776910-soropositivos-morrem-mais-de-doenca-do-coracao-do-que-de-aids.shtml