Festa de Natal para crianças portadoras em Atibaia no dia 20/12
Ajudem com 21 reais para uma cesta ou com brinquedos e mantimentos.
Entregaremos recibos para todas as doações...
O evento será no no Colégio Floriano, perto da Prefeitura e SAAE
ONG da região de Atibaia e São Paulo que tem como objetivo o trabalho de prevenção a DST's - HIV, assistência e geração de rendas a portadores.
sábado, 11 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Agradecimentos ONG Brasil
A Vanguarda da Esperança participou nos dias 25, 26 e 27 de novembro, da Feira e Convenção de ONGs – ONG Brasil, onde pudemos realizar algumas atividades de difusão do nosso trabalho, como distribuição de panfletos e preservativos, além disso, fizemos alguns contatos com pessoas e organizações de várias partes do Brasil. Algumas delas se interessaram em realizar atividades em conjunto, como por exemplo, palestras de prevenção.
Gostaríamos de agradecer a algumas pessoas pela colaboração durante o evento, pois sem elas não conseguiríamos ter o êxito durante a feira. Ao Sergio Rodrigues, Rafaela e Eli do Projeto Esperança de São Miguel Paulista que dividiu o stand conosco comercializando os produtos que são produzidos pelos assistidos pela ONG.
Agradecemos a Gislene, Suzana e Laerte do Centro de Educação São José – SIPEB que nos ajudaram na distribuição de panfletos e preservativos.
Junto com a Festa das Flores e do Morango, a ONG Brasil foi um grande evento de difusão para a nossa ONG; acreditamos que em 2011 poderemos fazer muitas atividades e brilhar mais nesses eventos.
As fotos do evento estão no nosso Orkut e Facebook e também no álbum - http://picasaweb.google.com/vanguarda.esperanca/OngBrasil?feat=directlink
Abraços e até a próximaLuis Fernando
Diretor Administrativo
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Mudança
olá, amigos
Nosso endereço na ONG Brasil mudou para Rua S, stand número 21
Contamos com a sua presença...
Nosso endereço na ONG Brasil mudou para Rua S, stand número 21
Contamos com a sua presença...
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
1º de Dezembro
Durante a reunião do Fórum ONG AIDS do Estado de São Paulo, os ativistas confirmaram as atividades que irão realizar no Dia Mundial de Luta Contra a Aids (1º de dezembro).
O evento terá como tema "O movimento de aids em prol da vida", e contará culto ecumênico, apresentação de espetáculo teatral, debate e manifestação. As ações vão ocorrer entre 9h e 12h30 na Praça do Patriarca, região central da cidade de São Paulo.
Toda a população está convidada.
O evento terá como tema "O movimento de aids em prol da vida", e contará culto ecumênico, apresentação de espetáculo teatral, debate e manifestação. As ações vão ocorrer entre 9h e 12h30 na Praça do Patriarca, região central da cidade de São Paulo.
Toda a população está convidada.
Convite ONG Brasil
Caros colegas,
A ONG Vanguarda da Esperança tem o prazer de convidá-lo para visitar nosso Stand na ONG Brasil - Feira e Congresso de ONGs Brasileiras, que será realizada entre os dias 25 e 27 de novembro, no Expo Center Norte – Pavilhão Vermelho, localizado à (endereço do local).
Os horários do evento serão:
Dias 25 e 26 de novembro, das 13h às 20h.
Dia 27 de novembro, das 10h às 17h
Na ocasião faremos a divulgação dos nossos trabalhos e no firme propósito de trabalhar contra a discriminação aos portadores soropositivos, bem, como a luta na prevenção ao HIV.
Estaremos localizados no Stand G, número 21.
Mais informações sobre a Feira no site: www.ongbrasil.com.br
E sobre a Vanguarda no blog: www.vanguarda-esperanca.blogspot.com
Esperamos sua visita.
Cordialmente,
A ONG Vanguarda da Esperança tem o prazer de convidá-lo para visitar nosso Stand na ONG Brasil - Feira e Congresso de ONGs Brasileiras, que será realizada entre os dias 25 e 27 de novembro, no Expo Center Norte – Pavilhão Vermelho, localizado à (endereço do local).
Os horários do evento serão:
Dias 25 e 26 de novembro, das 13h às 20h.
Dia 27 de novembro, das 10h às 17h
Na ocasião faremos a divulgação dos nossos trabalhos e no firme propósito de trabalhar contra a discriminação aos portadores soropositivos, bem, como a luta na prevenção ao HIV.
Estaremos localizados no Stand G, número 21.
Mais informações sobre a Feira no site: www.ongbrasil.com.br
E sobre a Vanguarda no blog: www.vanguarda-esperanca.blogspot.com
Esperamos sua visita.
Cordialmente,
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
País tem 14 mil crianças com HIV
A transmissão ocorre da mãe para o bebê. Menores que convivem com o vírus sofrem com efeitos colaterais dos medicamentos
A aids infantil é uma realidade brasileira. Até 2009, o Ministério da Saúde registrou 14.184 menores de 13 anos vivendo com o vírus HIV. Quase todos foram infectados pela chamada transmissão vertical, que é a que acontece quando a mãe transmite o vírus para o bebê.
Ser portador do vírus, para essas crianças, tem um significado diferente, já que desde o nascimento convivem com a presença dele. "Eu só lembro que tenho esse bichinho quando tomo medicamentos", comentou Bruno, de 9 anos. "A tia me ensinou que os remédios antirretrovirais são os soldados bons que precisamos tomar para matar os soldados ruins que são os bichinhos do HIV", acrescentou.
Assim como Bruno, milhares de outras crianças vivem com o vírus da aids e podem fazer planos para o futuro graças ao coquetel antirretroviral, combinação de remédios para combater a doença.
Entretanto, muitas delas ainda sofrem com os efeitos colaterais provocados pelos medicamentos, feitos, em sua maioria, com formulações para adultos. Além de conviverem com o preconceito.
Para chamar atenção para o tema, no Dia da Criança, a Agência de Notícias da Aids, organização que centraliza e divulga noticiário a respeito da doença, pediu para que menores vivendo com HIV fizessem perguntas para o diretor do Departamento de DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis), Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco (leia abaixo).
Cartilha
O governo de São Paulo lançou uma cartilha para orientar os profissionais de saúde sobre como revelar o diagnóstico de HIV para crianças e adolescentes. O documento indica quais são as principais informações sobre o atendimento, a melhor forma de acompanhar as crianças e também como lidar com a família da criança, além de sugerir um kit de brinquedos para auxilar a revelação.
O kit sugerido é composto de um boneco, quatro soldados, um tabuleiro e aparelhos médicos de brinquedo, que são usados para contar uma históriarinha que revela o diagnóstico. A criança é transformada em super-herói que precisa combater o vírus.
Diretor fala a crianças com aids
Entrevista com Dirceu Greco, infectologista e doutor em medicina tropical
O senhor acredita na cura da aids?
Desde o começo da epidemia tem muita gente trabalhando na busca de uma cura. É muito difícil traçar algo que faça desaparecer o vírus da aids do corpo. Se você for olhar o tanto que melhorou com relação ao tratamento, verá que hoje as pessoas vivem por muito melhor. Mas ainda se continua uma busca muito grande pela cura.
O senhor já escreveu algum livro ou faz palestras sobre HIV para as crianças?
Eu tenho escrito muitas coisas sobre HIV e aids, mas relacionado com crianças eu nunca escrevi. O Departamento que eu coordeno atualmente tem muita coisa para criança. Livros sobre prevenção, sobre como buscar cuidados... Esses materiais estão disponíveis para quem quiser.
Fala-se na criação de uma vacina. Há algum estudo concreto para isso?
Estudos já existem há muitos anos. O HIV é um vírus muito complexo, e é difícil fazer uma vacina contra ele porque é muito mutável. Seis meses atrás apareceu o primeiro trabalho relacionado a uma vacina anti-HIV que mostrou algum tipo de resposta. Não é uma eliminação do vírus. É um estudo que mostrou, para nós pesquisadores, que somos capazes de chegar a um processo que certamente acabará em descobrir uma vacina.
Fonte: http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2010/10/9777-pais+tem+14+mil+criancas+com+hiv.html
A aids infantil é uma realidade brasileira. Até 2009, o Ministério da Saúde registrou 14.184 menores de 13 anos vivendo com o vírus HIV. Quase todos foram infectados pela chamada transmissão vertical, que é a que acontece quando a mãe transmite o vírus para o bebê.
Ser portador do vírus, para essas crianças, tem um significado diferente, já que desde o nascimento convivem com a presença dele. "Eu só lembro que tenho esse bichinho quando tomo medicamentos", comentou Bruno, de 9 anos. "A tia me ensinou que os remédios antirretrovirais são os soldados bons que precisamos tomar para matar os soldados ruins que são os bichinhos do HIV", acrescentou.
Assim como Bruno, milhares de outras crianças vivem com o vírus da aids e podem fazer planos para o futuro graças ao coquetel antirretroviral, combinação de remédios para combater a doença.
Entretanto, muitas delas ainda sofrem com os efeitos colaterais provocados pelos medicamentos, feitos, em sua maioria, com formulações para adultos. Além de conviverem com o preconceito.
Para chamar atenção para o tema, no Dia da Criança, a Agência de Notícias da Aids, organização que centraliza e divulga noticiário a respeito da doença, pediu para que menores vivendo com HIV fizessem perguntas para o diretor do Departamento de DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis), Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco (leia abaixo).
Cartilha
O governo de São Paulo lançou uma cartilha para orientar os profissionais de saúde sobre como revelar o diagnóstico de HIV para crianças e adolescentes. O documento indica quais são as principais informações sobre o atendimento, a melhor forma de acompanhar as crianças e também como lidar com a família da criança, além de sugerir um kit de brinquedos para auxilar a revelação.
O kit sugerido é composto de um boneco, quatro soldados, um tabuleiro e aparelhos médicos de brinquedo, que são usados para contar uma históriarinha que revela o diagnóstico. A criança é transformada em super-herói que precisa combater o vírus.
Diretor fala a crianças com aids
Entrevista com Dirceu Greco, infectologista e doutor em medicina tropical
O senhor acredita na cura da aids?
Desde o começo da epidemia tem muita gente trabalhando na busca de uma cura. É muito difícil traçar algo que faça desaparecer o vírus da aids do corpo. Se você for olhar o tanto que melhorou com relação ao tratamento, verá que hoje as pessoas vivem por muito melhor. Mas ainda se continua uma busca muito grande pela cura.
O senhor já escreveu algum livro ou faz palestras sobre HIV para as crianças?
Eu tenho escrito muitas coisas sobre HIV e aids, mas relacionado com crianças eu nunca escrevi. O Departamento que eu coordeno atualmente tem muita coisa para criança. Livros sobre prevenção, sobre como buscar cuidados... Esses materiais estão disponíveis para quem quiser.
Fala-se na criação de uma vacina. Há algum estudo concreto para isso?
Estudos já existem há muitos anos. O HIV é um vírus muito complexo, e é difícil fazer uma vacina contra ele porque é muito mutável. Seis meses atrás apareceu o primeiro trabalho relacionado a uma vacina anti-HIV que mostrou algum tipo de resposta. Não é uma eliminação do vírus. É um estudo que mostrou, para nós pesquisadores, que somos capazes de chegar a um processo que certamente acabará em descobrir uma vacina.
Fonte: http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2010/10/9777-pais+tem+14+mil+criancas+com+hiv.html
Aspectos subjetivos do HIV/AIDS em Idosos
Segundo o Ministério da Saúde, a taxa de contaminação por HIV/AIDS na população com mais de 50 anos de idade vem se alastrando quando comparada a outros grupos etários minimamente estabilizados. Recentemente, muitas matérias têm sido publicadas sobre o diagnóstico tardio e a busca por tratamento para HIV/AIDS, observando-se a discrepância entre os dados encontrados nos jovens adultos e idosos (Fonte: Folha de São Paulo). Estes têm em sete vezes aumentadas a probabilidade de busca tardia pelo sistema de saúde, acarretando no retardamento do diagnóstico e prejuízo conseqüente ao tratamento da doença.
Apresentado o cenário atual do HIV/AIDS em idosos e tendo em vista a preocupação em melhor atender às suas necessidades, buscar-se-á compreender tais achados sob o ponto de vista das particularidades subjetivas que tomam parte no processo do envelhecimento, enfocando os entraves na vivência da sexualidade como fator desencadeante da maior parte dos casos de contaminação nesta faixa etária.
O envelhecimento apesar de ser processo natural do desenvolvimento humano, implica em mutações importantes, que necessitam de acomodação. Para tanto, é uma necessidade vital, a mediação do subjetivo. Entendemos que para um envelhecer psiquicamente saudável, não se trata de recomeçar, estando aí muitas vezes a dificuldade, quando esta etapa torna-se quebra da continuidade existencial e fator traumatizante, em outras palavras perda de sentido! Recomeçar implicaria em desfazer-se das raízes constituídas e desconsiderar que o atravessamento deste período depende primordialmente das conquistas e saberes constituídos ao longo de todo o desenvolvimento maturacional.
É freqüente encontrarmos na terceira idade, a presença de conflitos ocasionados pelo descompasso entre o “ser” e o “fazer”, quando ao rever a própria história, o idoso encontra um longo passado que invariavelmente projeta o ainda não realizado, o tempo futuro que se encurta. O que em geral ocorre, é que psiquicamente, quando o envelhecer não é integrado ao domínio subjetivo, a percepção do não realizado se equipara a “falta” e o idoso passa a sofrer da sensação de não ter vivido.
Sob o ponto de vista das experiências pessoais, podemos dizer que todo fenômeno orgânico, como por exemplo, HIV/AIDS, ocupa um lugar na dimensão subjetiva e a depender do impacto causado, somos mobilizados em nossa identidade. Na terceira idade o impacto incide na amostra evidente da passagem do tempo que o corpo traz, revelando a finitude e a fragilidade dos seres humanos, em muitos casos nos distanciando sobremaneira da noção de corporeidade e temporalidade constituídas até então, aspectos estes, norteadores de nosso lugar no mundo.
No âmbito da sexualidade, o conflito do envelhecer pode ser observado através da maneira como o sujeito se relaciona consigo próprio e com a vida. Encontramos a presença de atitudes impulsivas, que remetem a prática sexual à via do desempenho como busca desenfreada pelo resgate da identidade temporariamente perdida, quando o sexo é vivido a partir da repetição do fazer. Desta maneira, a pessoa faz uso do corpo como objeto, acentuando a falta de cuidados e a perda do aproveitamento real da experiência. É comum a pessoa se relacionar com o corpo que tem e não com o corpo que é!
O acréscimo da terceira idade às populações de risco na contaminação do HIV/AIDS reflete o posicionamento do homem enquanto mero consumidor da vida e suas possibilidades. Da mesma maneira que a redução do fazer/produzir é sentida como perda da funcionalidade, o idoso pode experienciar com o declínio da eroticidade, a eminência de perda da própria sexualidade. As transformações da vida e do corpo passam a ser “visitas de um estranho” e o idoso tende a estabelecer relações destrutivas consigo próprio e com o mundo na impossibilidade de incorporar esta nova fase da vida.
Quando estas mudanças não podem ser alojadas na esfera total da personalidade e do nosso modo de ser, há a interdição de um viver criativo da sexualidade. Inúmeros descuidos, revelados pela não-aderência ao uso de preservativos e cuidados médicos em geral trazem agravantes a saúde física, sendo porta de entrada á contaminação do idoso. Ao invés de recursos facilitadores de uma atividade sexual saudável, as medidas preventivas (e paliativas) permanecem no imaginário como recursos de aprisionamento do ser.
Ao pensar no idoso com HIV/AIDS, torna-se preocupante a especificidade deste fator aliado a este momento de vida. As dificuldades de enfrentamento da patologia acentuam-se devido ao acréscimo de outras situações que se descortinam: atravessamento das particularidades sintomatológicas e infecções oportunistas, das rotinas médicas e medicamentosas, do impacto na relação conjugal/ familiar frente à lida com o preconceito e busca pela sobrevivência. Surgem com maior intensidade, os medos da morte e da dependência, reedições de temas freqüentes em nossa prática clínica com esta população, sendo fundamental para o idoso reencontrar-se consigo mesmo neste momento.
Fonte:Roberta de Siqueira Meloso - Psicóloga Clínica
Fonte: http://www.crinorte.org.br/artigos/visualizar.php?id=7
Apresentado o cenário atual do HIV/AIDS em idosos e tendo em vista a preocupação em melhor atender às suas necessidades, buscar-se-á compreender tais achados sob o ponto de vista das particularidades subjetivas que tomam parte no processo do envelhecimento, enfocando os entraves na vivência da sexualidade como fator desencadeante da maior parte dos casos de contaminação nesta faixa etária.
O envelhecimento apesar de ser processo natural do desenvolvimento humano, implica em mutações importantes, que necessitam de acomodação. Para tanto, é uma necessidade vital, a mediação do subjetivo. Entendemos que para um envelhecer psiquicamente saudável, não se trata de recomeçar, estando aí muitas vezes a dificuldade, quando esta etapa torna-se quebra da continuidade existencial e fator traumatizante, em outras palavras perda de sentido! Recomeçar implicaria em desfazer-se das raízes constituídas e desconsiderar que o atravessamento deste período depende primordialmente das conquistas e saberes constituídos ao longo de todo o desenvolvimento maturacional.
É freqüente encontrarmos na terceira idade, a presença de conflitos ocasionados pelo descompasso entre o “ser” e o “fazer”, quando ao rever a própria história, o idoso encontra um longo passado que invariavelmente projeta o ainda não realizado, o tempo futuro que se encurta. O que em geral ocorre, é que psiquicamente, quando o envelhecer não é integrado ao domínio subjetivo, a percepção do não realizado se equipara a “falta” e o idoso passa a sofrer da sensação de não ter vivido.
Sob o ponto de vista das experiências pessoais, podemos dizer que todo fenômeno orgânico, como por exemplo, HIV/AIDS, ocupa um lugar na dimensão subjetiva e a depender do impacto causado, somos mobilizados em nossa identidade. Na terceira idade o impacto incide na amostra evidente da passagem do tempo que o corpo traz, revelando a finitude e a fragilidade dos seres humanos, em muitos casos nos distanciando sobremaneira da noção de corporeidade e temporalidade constituídas até então, aspectos estes, norteadores de nosso lugar no mundo.
No âmbito da sexualidade, o conflito do envelhecer pode ser observado através da maneira como o sujeito se relaciona consigo próprio e com a vida. Encontramos a presença de atitudes impulsivas, que remetem a prática sexual à via do desempenho como busca desenfreada pelo resgate da identidade temporariamente perdida, quando o sexo é vivido a partir da repetição do fazer. Desta maneira, a pessoa faz uso do corpo como objeto, acentuando a falta de cuidados e a perda do aproveitamento real da experiência. É comum a pessoa se relacionar com o corpo que tem e não com o corpo que é!
O acréscimo da terceira idade às populações de risco na contaminação do HIV/AIDS reflete o posicionamento do homem enquanto mero consumidor da vida e suas possibilidades. Da mesma maneira que a redução do fazer/produzir é sentida como perda da funcionalidade, o idoso pode experienciar com o declínio da eroticidade, a eminência de perda da própria sexualidade. As transformações da vida e do corpo passam a ser “visitas de um estranho” e o idoso tende a estabelecer relações destrutivas consigo próprio e com o mundo na impossibilidade de incorporar esta nova fase da vida.
Quando estas mudanças não podem ser alojadas na esfera total da personalidade e do nosso modo de ser, há a interdição de um viver criativo da sexualidade. Inúmeros descuidos, revelados pela não-aderência ao uso de preservativos e cuidados médicos em geral trazem agravantes a saúde física, sendo porta de entrada á contaminação do idoso. Ao invés de recursos facilitadores de uma atividade sexual saudável, as medidas preventivas (e paliativas) permanecem no imaginário como recursos de aprisionamento do ser.
Ao pensar no idoso com HIV/AIDS, torna-se preocupante a especificidade deste fator aliado a este momento de vida. As dificuldades de enfrentamento da patologia acentuam-se devido ao acréscimo de outras situações que se descortinam: atravessamento das particularidades sintomatológicas e infecções oportunistas, das rotinas médicas e medicamentosas, do impacto na relação conjugal/ familiar frente à lida com o preconceito e busca pela sobrevivência. Surgem com maior intensidade, os medos da morte e da dependência, reedições de temas freqüentes em nossa prática clínica com esta população, sendo fundamental para o idoso reencontrar-se consigo mesmo neste momento.
Fonte:Roberta de Siqueira Meloso - Psicóloga Clínica
Fonte: http://www.crinorte.org.br/artigos/visualizar.php?id=7
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