terça-feira, 6 de novembro de 2012

Metade dos pacientes com HIV pula a medicação para beber álcool

Em um novo estudo, cerca de metade dos pacientes com HIV em terapia antirretroviral pulou a medicação sempre que bebia álcool, um comportamento desaconselhável que pode levar a cargas virais mais altas, segundo os pesquisadores.
Quase 200 pessoas com HIV que estavam tomando drogas antirretrovirais e consumiam bebidas alcoólicas foram acompanhadas durante um ano, e 51% delas paravam de tomar o medicamento quando bebiam --esses mesmos pacientes tendiam a ter cargas virais mais altas.
Lapsos no tratamento podem se dar por esquecimento sob o efeito da bebida, mas a crença muito difundida --e errônea-- de que misturar álcool e remédios para HIV pode ser tóxico parece representar um papel importante.
Seth Kalichman, professor da Universidade de Connecticut e autor principal do estudo, disse que os pacientes precisam ser mais bem informados sobre a bebida e os tratamentos para HIV.
"Os males causados por não tomar a medicação são bem maiores do que aqueles causados por misturar os dois, se a pessoa não tem doenças do fígado", disse Kalichman à agência Reuters.
Sabe-se que o consumo de bebidas alcoólicas interfere na adesão das pessoas ao tratamento, mas "as consequências do uso inconsistente de remédios para o HIV podem ser mais severas de várias maneiras", de acordo com Michael Ohl, professor de medicina e doenças infecciosas da Universidade de Iowa, que não participou do estudo.
Drogas antirretrovirais suprimem o HIV, e pacientes devem tomar os medicamentos continuamente para evitar um aumento na carga viral.
Além disso, tomar o remédio de forma intermitente pode levar à resistência ao medicamento, ou seja, os antirretrovirais perdem a sua potência.
Para avaliar como o conhecimento dos pacientes sobre bebidas alcoólicas e a medicação pode contribuir para a baixa adesão ao tratamento, Kalichman e seus colegas entrevistaram 178 pessoas --das quais quase 80% eram homens-- que estavam usando a terapia antirretroviral e que declararam beber álcool.
No começo do estudo, os pesquisadores perguntaram aos participantes sobre seus conhecimentos relacionados ao álcool, por exemplo, se eles acreditavam que os remédios não funcionariam tão bem se misturados à bebida. Perguntaram também se as pessoas não tomavam os dois ao mesmo tempo-- evitando os medicamentos, ou o álcool.
Ao longo do ano seguinte, o time entrou em contato com os pacientes todos os meses para ver o quão bem eles estavam seguindo as suas receitas contando suas pílulas. Ligavam também a cada dois meses para perguntar com que frequência o paciente tinha bebido recentemente.
Além disso, os consultórios médicos forneciam o nível de vírus no corpo dos pacientes e suas contagens de células CD4, uma medida da saúde do sistema imunológico.
O grupo de Kalichman descobriu que 51% dos pacientes evitava a medicação quando bebia e que metade dessas pessoas tinha baixa aderência às suas receitas.
Metade do grupo que não tomava as pílulas também declarou não ingerir os remédios até que o álcool tivesse saído completamente do organismo.
"É bem notável que cerca de 50% dos pacientes relatou fazer isso", disse Catherine Grodensky, uma pesquisadora do centro de pesquisas sobre AIDS da Universidade da Carolina do Norte, que não fez parte do estudo. "Para mim, é bastante surpreendente que a porcentagem seja tão alta".
Em comparação, dos pacientes que declararam não parar suas medicações quando bebiam, 36% também não aderiam bem às suas receitas e 31% disse não tomar o remédio até que o álcool tivesse sido eliminado do organismo.
"Acho que já está bem demonstrado que o uso do álcool está relacionado à baixa adesão ao tratamento e que a maior parte das pessoas pensa que é porque eles estão afetados de alguma maneira ou esquecem - uma falta não intencional - enquanto o estudo mostra que eles estão (frequentemente) pulando a medicação intencionalmente", disse Grodensky.
"E isso parece ter impactos significativos no tratamento deles", acrescentou.
"Pessoas vivendo com HIV que deliberadamente param suas medicações quando estão bebendo estão pondo seus tratamentos em risco", escreveram os autores no artigo, publicado no "Journal of General Internal Medicine".
Ohl disse que a crença de que antirretrovirais e álcool são uma mistura tóxica é algo que ele ouve com frequência em seu consultório, mas que não há evidências de que beber deva impedir que o remédio seja tomado.
Andrea Sankar, professora da Wayne State University, que não participou do estudo, disse que a crença provavelmente vem do conselho que médicos costumam dar a pacientes, de que eles não devem beber enquanto estão em tratamento.
"Quando médicos dizem, 'se você está tomando antirretrovirais você não deve beber', o que acontece é que, ao invés de as pessoas pararem de beber, elas param de tomar os remédios", declarou.
Segundo Sankar, os consultórios médicos são o melhor lugar para começar a mudar esse comportamento, para garantir que as pessoas continuem tomando a sua medicação.
"Nós achamos que a solução é bem simples, basta educar os pacientes", disse Kalichman.


Leia mais: Soropositivo.net
 
 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Brasileiro desenvolve vacina experimental mais eficaz contra HIV


Combinação de cinco anticorpos testada em ratos manteve níveis do vírus abaixo dos detectáveis durante mais tempo que os tratamentos atuais

Uma vacina com a combinação de cinco anticorpos, testada em ratos e fruto do trabalho do imunologista brasileiro Michel Nussenzweig, conseguiu manter os níveis do vírus da aids (HIV-1) abaixo dos detectáveis durante mais tempo que os tratamentos atuais, informou nesta quarta-feira, 24, a revista "Nature".

Este tratamento experimental, composto por cinco potentes anticorpos monoclonais (idênticos entre si porque são produzidos pelo mesmo tipo de célula do sistema imunológico), foi desenvolvido pela equipe do cientista brasileiro e membro da Academia Americana de Ciências na Universidade Rockefeller em Nova York.

O cientista administrou os anticorpos em ratos "humanizados", que dispõem de um sistema imunológico idêntico ao humano, permitindo que sejam infectados com o vírus HIV. Estima-se que esta é uma fórmula que poderia evitar a infecção de novas células.

Nussenzweig observou que, desde que foi iniciado o tratamento, a carga viral tinha caído para níveis abaixo dos detectáveis, e assim se mantiveram por até 60 dias após o término do tratamento.

Em seguida, o cientista comparou os resultados com os obtidos ao tratar ratos com uma combinação de três anticorpos monoclonais e, também, com um tratamento baseado em um único anticorpo.

Ao tratar os roedores com uma vacina com três anticorpos, o HIV se manteve em níveis baixos até 40 dias após o fim do tratamento, enquanto a monoterapia só permitiu que o vírus não fosse detectado durante o tempo em que o rato estava recebendo o tratamento (cerca de duas semanas).

"O experimento demonstrou que combinações distintas de anticorpos monoclonais são eficazes na hora de suprimir a replicação do HIV em ratos 'humanizados', por isso podem prevenir a infecção e servir para o desenvolvimento de novos tratamentos", defendeu o especialista em seu artigo.

Na atualidade, o tratamento anti-retroviral em humanos consiste em combinar pelo menos três drogas antivirais para minimizar o surgimento de vírus mutantes resistentes aos remédios.

No entanto, o HIV se armazena em uma espécie de "depósito" ou reservatório viral, o que faz com que a carga viral do paciente se eleve quando o tratamento farmacológico é interrompido, e o vírus volta a aparecer depois de 21 dias.

Apesar dos resultados promissores de Nussenzweig, ainda serão necessários testes clínicos que permitam avaliar a eficácia do tratamento em humanos e medir os efeitos sobre a infecção em longo prazo.


Fonte: Estadão

terça-feira, 17 de julho de 2012

RNP+ SP


No último final de semana, aconteceu o Encontro de Lideranças Estaduais da RNP+ SP (Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS). Neste Encontro o Diretor Presidente da Vanguarda, Alexandre Chulvis foi convidado a ocupar uma vaga no colegiado estadual da  RNP+SP.
 
 

Arsenal de remédios poderá ajudar a acabar com a Aids, afirma OMS


  Trinta anos depois da epidemia de Aids, ainda não foi encontrada uma cura para a doença, mas um crescente arsenal de remédios poderá, algum dia, ajudar a por fim a novas infecções, afirmou o diretor do departamento de HIV/Aids da Organização Mundial da Saúde, Gottfried Hirnschall.
A chave é encontrar a maneira de administrar melhor os últimos avanços, disse Hirnschall em uma entrevista à AFP durante visita a Washington, antes da Conferência Internacional sobre a Aids, que começa nesta cidade no próximo domingo, 22 de julho.
Os remédios antirretrovirais podem reduzir o risco de que as pessoas infectadas transmitam o vírus e evitar que as pessoas saudáveis sejam infectadas através de relações sexuais com parceiros com HIV, apesar dessas novas possibilidades gerarem controvérsia.
Esses medicamentos salvaram cerca de 700.000 vidas em todo o mundo só em 2010, algo extraordinário segundo os especialistas.
As conquistas nas pesquisas e o progresso em alguns países "demonstram que é possível avançar muito significativamente na ampliação da resposta e inclui começar a pensar na eliminação das novas infecções", disse Hirnschall.
O mundo tem agora 26 antirretrovirais (conhecidos como ARV) no mercado e mais em desenvolvimento para o tratamento de pessoas com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que infectou 60 milhões de pessoas e matou 25 milhões desde o início da epidemia.

  "Temos um arsenal bem grande de drogas disponíveis", disse Hirnschall, levando em conta que os medicamentos são melhores agora do que costumavam ser - menos tóxicos, mais robustos, menos propensos a desencadear resistência e mais toleráveis - mas ainda não são perfeitos.
Os efeitos colaterais continuam sendo uma preocupação e as autoridades estão vigiando cuidadosamente o surgimento de resistências. A OMS se prepara para lançar esta semana seu primeiro relatório global sobre resistência aos medicamentos em países de renda baixa e média.
Estudos recentes demonstraram os benefícios potenciais de iniciar o tratamento mais cedo, antes que a carga viral seja muito alta, como uma forma de proteger a saúde de uma pessoa infetada e diminuir o risco de transmitir a enfermidade ao parceiro.


Antirretrovirais para evitar o HIV
A pesquisa sobre o uso dos ARV como uma maneira de prevenir o HIV nas pessoas sãs - também conhecido como 'profilaxia pré-exposição' (PrEP) - mostrou resultados contraditórios.
Foram promissores em casais heterossexuais e gays que tomaram as pílulas com diligência. Contudo, um importante estudo em mulheres africanas não mostrou nenhum tipo de proteção dos ARV em comparação com um placebo.
"Isso, provavelmente, será o centro do debate na conferência: quando é apropriado iniciar o tratamento e como aproveitar ao máximo as vantagens dos antirretrovirais para a prevenção em um sentido mais amplo", disse Hirnschall.
A Agência Federal de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira a aprovação do Truvada, do laboratório Gilead Sciences, como primeira pílula para ajudar a prevenir o HIV em alguns grupos de risco.
"O Truvada é para utilizar na profilaxia prévia à exposição em combinação com práticas de sexo seguro para prevenir as infecções do HIV adquiridas por via sexual em adultos de alto risco. O Truvada é o primeiro remédio aprovado com esta indicação", afirmou a FDA.
O Truvada é encontrado no mercado americano desde 2004 como tratamento para pessoas infectados com HIV, indicado em combinação com outros remédios antirretrovirais.
Muitas pessoas estão preocupadas com a ética da prescrição de medicamentos contra o HIV a pessoas saudáveis, quando um grande número de pessoas infectadas em todo o mundo ainda não tem acesso a tratamentos que salvam vidas.
Alguns grupos de alto risco continuam sendo difíceis de alcançar, como os trabalhadores sexuais e os usuários de drogas injetáveis, muitas vezes excluídos do tratamento devido a leis restritivas.
"Em muitos países onde (os usuários de drogas) constituem o grupo de maior risco, têm menor acesso ao tratamento", disse Hirnschall.
A OMS também prepara diretrizes para a administração de antirretrovirais como prevenção para as pessoas saudáveis, que devem ser divulgadas na conferência.
A profilaxia pré-exposição "é um enfoque promissor. Acreditamos que, provavelmente, se transforme em um nicho de intervenção de certos indivíduos nos quais outras prevenções podem não ser acessíveis ou difíceis de implementar", disse Hirnschall.
"Há muito poucas pílulas mágicas, mas é uma intervenção adicional que poderá se somar ao arsenal de intervenções que temos", disse Hirnschall.
"O objetivo não é só fixar as políticas, mas realmente ter a capacidade e os recursos necessários para colocá-las em prática".

quarta-feira, 11 de julho de 2012

ONG Brasil 2012


Olá, amigos
Acabamos de fechar nossa participação no evento ONG Brasil, 2012 que será realizado em dezembro na cidade de São Paulo.  Gostaríamos de contar com a participação de todos, aumentando a visibilidade da Vanguarda

O Que é o evento ONG Brasil?
A ONG Brasil é um evento sem fins lucrativos, que tem por objetivo integrar os diferentes setores da sociedade, criando um ambiente de oportunidades, troca de informação e profissionalização. Em sua 4ª edição, o evento é internacionalmente reconhecido como a maior e mais completa vitrine brasileira do Terceiro Setor, de responsabilidade social empresarial e de políticas públicas.
ONG Brasil é um evento completo:
Anualmente o evento reúne mais de 500 expositores de 13 segmentos distintos, além de 15 mil visitantes das mais diversas frentes de atuação. São mais de 15.000 m² de exposição e aproximadamente 196 palestras de alto nível, ministradas por ícones da área, que fomentam a troca de experiências, o diálogo e a transferência de informação.


terça-feira, 10 de julho de 2012

Veja as 5 desculpas mais usadas por ele para evitar a camisinha


  Não importa o quanto ele é charmoso ou sexy ¿ sua saúde está em primeiro lugar e a camisinha é um item fundamental na hora do sexo. O site Your Tango listou as cinco maiores desculpas que eles inventam para não ter que usá-la. Confira e saiba como agir diante dessas situações.
 
"Prevenir a gravidez é responsabilidade da mulher"
Esta é uma desculpa antiga, mas não passa de uma besteira, uma vez que é preciso duas pessoas para se fazer um filho ou para espalhar vírus de HIV ou outras doenças. Se ele tem o hábito de usar camisinha, mas resolve parar de uma hora para outra, ele está pedindo que você assuma o risco. Insista e, se for o caso, procure usar camisinhas diferentes e inovadoras para estimular o uso.

"Não existe camisinha que sirva em mim"
Sim, existem homens que fazem este tipo de reclamação, enquanto muitas mulheres não percebem que é preciso sim estar atenta ao tamanho na hora da compra. No entanto, essa desculpa não é justificável, uma vez que o mercado de preservativos oferece uma enorme variedade de tamanhos, cores e sabores.

"O sexo é muito melhor sem camisinha"
Talvez essa desculpa reflita um interesse genuíno do homem em fazer com que os dois se sintam bem durante a relação ¿ ou ainda pode ser um mero pretexto para não ter que usar a camisinha. No entanto, pensar em sífilis, gonorreia e herpes é algo ainda mais importante do que pensar na sensação. A desculpa não é válida porque o sexo pode até ser melhor com a camisinha, uma vez que ambos se sentirão seguros de que não pegaram doenças ou enfrentarão uma gravidez. O ideal é pensar na camisinha como um simples acessório. Muitas delas possuem formas e texturas que podem até mesmo aumentar a lubrificação e o prazer para ambos.

"Camisinhas têm cheiro e gosto"
Essa é uma desculpa muito antiga. O cheiro forte de látex de fato foi uma reclamação muito relevante por muitos anos ¿ e, com isso, a indústria dos preservativos ouviu os consumidores. Atualmente, existem inclusive algumas linhas que têm gostos e cheiros especialmente para combater essa impressão negativa.

"Confia em mim"
Cuidado, essa frase lidera a lista de desculpas. E infelizmente é a mais comum de todas. Lembre-se que usar a camisinha mostra que ambos estão preocupados com si próprios, e também com o parceiro. Fazer sexo sem ela não significa que o casal irá construir intimidade. Ao contrário: é algo que pode ocorrer como resultado de uma confiança já conquistada. Saber que o seu parceiro não quer uma gravidez indesejada, ou transmitir uma doença, é o primeiro passo para se construir a intimidade entre os dois. Não ceda. O resultado disso será um sexo seguro e com muito prazer.

5 coisas que todo mundo deveria saber sobre camisinhas


  Acessório indispensável na relação sexual, a camisinha (ou preservativo, com você preferir!) possui alguns fatos importantes que nem sempre são expostos nas instruções da embalagem. O site feminino Your Tango enumerou cinco dicas para manter a sua diversão a dois o mais tranquila possível. Confira:


1. Alergias podem acontecer. A maior parte dos preservativos são feitos com látex. E algumas pessoas são alergias ao produto. Mas não se preocupe: os fabricantes já disponibilizam no mercado camisinhas de poliuretano que, além de não causar alergia, ainda são mais finas e aumentam a sensibilidade.
2.Saiba onde armazenar. Carteiras não são o melhor lugar para guardar camisinhas pois o calor (fora o aperto) do acessório junto ao corpo farão com que o látex se deteriore. Para as mulheres, o melhor mesmo é manter na nécessaire, por exemplo, onde ficará protegida.
3. Saiba colocar. O processo é simples, mas muita coisa pode dar errado! Tenha certeza de que a camisinha desceu até a base do pênis; não esqueça de retirar o ar da ponta dela; e também repare se ela está virada para o lado certo antes de desenrolar.
4. Cuidado com lubrificantes. Muitas camisinhas já possuem lubrificante, mas alguns casais gostam de acrescentar um pouco mais para tornar o momento mais confortável. Certifique-se de que ele é à base de água, pois produtos como a vaselina (base oleosa) podem corroer o látex.
5. Um aviso óbvio. Além da abstinência, o uso do preservativo é a única maneira de prevenir doenças sexualmente transmissíveis, além de evitar uma gravidez indesejada. Qualquer sejam os motivos que para que você insista em não usar (coisas do tipo "é como chupar bala com papel"), supere-os e procure uma marca que seja adequada às suas necessidades.