8 DE OUTUBRO - DIA NACIONAL DE PREVENÇÃO AO HIV/AIDS NO LOCAL DE TRABALHO
O local de trabalho é onde, geralmente, as pessoas passam a maior parte do dia. Transformar o espaço de relações profissionais em ambiente de proteção da saúde inclui alinhar a iniciativa aos direitos humanos de quem vive ou convive com HIV/aids. Dados parciais de pesquisa em andamento do Ministério da Saúde mostram as consequências da exclusão no mercado de trabalho e a importância da data.
Entre 1.246 pacientes de aids de todo o país, 20,6% dizem ter perdido o emprego em decorrência da descoberta da infecção pelo HIV. Cinquenta e oito por cento dos homens que tiveram diagnóstico da doença não trabalham, enquanto a proporção masculina de desempregados na população em geral é de 33%.
A renda média de quem vive com a doença é menor do que a da população brasileira, apesar do maior grau de escolaridade de quem tem aids. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, um paciente com aids recebe por mês R$ 785, enquanto o rendimento mensal do brasileiro em geral é de R$ 936.
Como forma de garantir igualdade e promover ações de proteção à saúde do trabalhador, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou em junho de 2010 uma série de recomendações. Trata-se de princípios para orientar políticas e programas de responsabilidade social na gestão empresarial voltados à prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DST) e aids no mundo do trabalho. O documento, aprovado na 99ª sessão da Conferência da OIT em Genebra, pode ser acessado no site do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. (clique aqui)
Colocar no mural da empresa mensagens sobre HIV/aids e matérias referentes ao tema, além de ofertar preservativos no local de trabalho, são formas simples, mas efetivas de prevenção. Outra medida lúdica para tratar do assunto é incluir palestras sobre aids na Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT).
A formulação e implantação de políticas para o enfrentamento da epidemia de HIV/aids nas empresas foi tema, esta semana, em São Paulo, do Congresso da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV). O evento contou com a participação de integrantes do Conselho Empresarial Nacional de Prevenção ao HIV/Aids (Cenaids). O grupo reúne 15 grandes empresas do país e há onze anos desenvolve programas de enfrentamento à epidemia de HIV/aids no local de trabalho.
ONG da região de Atibaia e São Paulo que tem como objetivo o trabalho de prevenção a DST's - HIV, assistência e geração de rendas a portadores.
sábado, 9 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
ONGs se mobilizam contra criminalização dos portadores do vírus da aids
ONGs se mobilizam contra criminalização dos portadores do vírus da aids
Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Organizações não governamentais (ONG) que atuam na questão da aids estão preocupadas com iniciativas para criminalizar os portadores da doença. Para evitar a aprovação de leis nesse sentido, assessorias jurídicas dessas ONGs decidiram hoje (7) incentivar a criação de frentes parlamentares contra a aids. A informação é da assessora jurídica do Grupo Vidda do Rio de Janeiro e de Niterói, Patrícia Rios, que participa, na capital fluminense, de um seminário contra discriminação e a criminalização dos portadores do vírus HIV.
Segundo ela, o objetivo das frentes parlamentares, que seriam formadas em todos os níveis de governo, é atuar, principalmente, na prevenção da doença. O trabalho pela não criminalização dos doentes deverá ser feito de forma “perpendicular”, para evitar o abandono do tratamento e a estigmatização do doente.
De acordo com o Grupo Vidda, crescem as tentativas de condenar judicialmente portadores do HIV pela transmissão do vírus, mesmo quando o contágio ocorre sem intenção, em relações sexuais consensuais, ou quando o parceiro infectado não sabe de sua condição sorológica. "Há uma corresponsabilidade nas relações sexuais. Prevenção é para os dois", defendeu Rios. "Quando assumo uma relação sexual sem preservativo, assumo os riscos".
Segundo a assessora, não há números precisos sobre processos judiciais contra portadores do HIV, já que tramitam em segredo de justiça. Mas um levantamento informal das assessorias jurídicas das ONGs que atendem às pessoas com HIV demonstra que o problema vem se acentuando nos últimos dois anos.
Ao lembrar que três projetos de lei que pretendiam criminalizar os portadores do vírus foram rejeitados em 2008 pela Câmara dos Deputados, Patrícia Rios disse que há países que condenam mães portadoras da doenças que transmitiram o vírus aos filhos durante a gestação. "Querem que elas não engravidem".
Para evitar que leis semelhantes sejam aprovadas no Brasil, a assessora lembra que, das 630 mil pessoas que podem estar contaminadas no país, apenas um terço sabe de sua condição sorológica. Assim, muitos ainda podem passar a doença para os parceiros sem saber.
No caso de situações específicas, quando soropositivos forçam a relação sexual ou a mantém com o objetivo de infectar o parceiro, a assessora explicou que pode haver a criminalização e que o Código Penal tipifica cada caso. "Mas são condutas isoladas", ressalvou.
Professor da Universidade de São Paulo (USP) e membro do Grupo Vidda no estado, Jorge Beloqui explicou que, mesmo no caso de contágio, o HIV não é mais uma doença que leva à morte em curto prazo. A expectativa de vida de um paciente em tratamento é de, pelo menos, 17 anos. Com o avanço da expectativa de vida, as ONGs também pretendem buscar parcerias com os ministérios do Trabalho e da Previdência Social para minimizar o preconceito. "A pessoa portadora do HIV está apta para o mundo do trabalho, mas este responde com discriminação a ela", disse.
O seminário contra discriminação e criminalização de portadores de HIV vai até amanhã (8), na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro.
Edição: Vinicius Doria
Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Organizações não governamentais (ONG) que atuam na questão da aids estão preocupadas com iniciativas para criminalizar os portadores da doença. Para evitar a aprovação de leis nesse sentido, assessorias jurídicas dessas ONGs decidiram hoje (7) incentivar a criação de frentes parlamentares contra a aids. A informação é da assessora jurídica do Grupo Vidda do Rio de Janeiro e de Niterói, Patrícia Rios, que participa, na capital fluminense, de um seminário contra discriminação e a criminalização dos portadores do vírus HIV.
Segundo ela, o objetivo das frentes parlamentares, que seriam formadas em todos os níveis de governo, é atuar, principalmente, na prevenção da doença. O trabalho pela não criminalização dos doentes deverá ser feito de forma “perpendicular”, para evitar o abandono do tratamento e a estigmatização do doente.
De acordo com o Grupo Vidda, crescem as tentativas de condenar judicialmente portadores do HIV pela transmissão do vírus, mesmo quando o contágio ocorre sem intenção, em relações sexuais consensuais, ou quando o parceiro infectado não sabe de sua condição sorológica. "Há uma corresponsabilidade nas relações sexuais. Prevenção é para os dois", defendeu Rios. "Quando assumo uma relação sexual sem preservativo, assumo os riscos".
Segundo a assessora, não há números precisos sobre processos judiciais contra portadores do HIV, já que tramitam em segredo de justiça. Mas um levantamento informal das assessorias jurídicas das ONGs que atendem às pessoas com HIV demonstra que o problema vem se acentuando nos últimos dois anos.
Ao lembrar que três projetos de lei que pretendiam criminalizar os portadores do vírus foram rejeitados em 2008 pela Câmara dos Deputados, Patrícia Rios disse que há países que condenam mães portadoras da doenças que transmitiram o vírus aos filhos durante a gestação. "Querem que elas não engravidem".
Para evitar que leis semelhantes sejam aprovadas no Brasil, a assessora lembra que, das 630 mil pessoas que podem estar contaminadas no país, apenas um terço sabe de sua condição sorológica. Assim, muitos ainda podem passar a doença para os parceiros sem saber.
No caso de situações específicas, quando soropositivos forçam a relação sexual ou a mantém com o objetivo de infectar o parceiro, a assessora explicou que pode haver a criminalização e que o Código Penal tipifica cada caso. "Mas são condutas isoladas", ressalvou.
Professor da Universidade de São Paulo (USP) e membro do Grupo Vidda no estado, Jorge Beloqui explicou que, mesmo no caso de contágio, o HIV não é mais uma doença que leva à morte em curto prazo. A expectativa de vida de um paciente em tratamento é de, pelo menos, 17 anos. Com o avanço da expectativa de vida, as ONGs também pretendem buscar parcerias com os ministérios do Trabalho e da Previdência Social para minimizar o preconceito. "A pessoa portadora do HIV está apta para o mundo do trabalho, mas este responde com discriminação a ela", disse.
O seminário contra discriminação e criminalização de portadores de HIV vai até amanhã (8), na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro.
Edição: Vinicius Doria
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Maioria das pessoas com HIV não sabe da infecção
OMS aponta necessidade de US$ 10 bilhões para garantir o tratamento a todos
Mais de 50% das pessoas infectadas pelo vírus da Aids não sabem que estão contaminadas e 10 milhões em todo o mundo não têm acesso a remédios e tratamento. O alerta está em um novo relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde), que aponta a necessidade de US$ 10 bilhões para garantir o tratamento a todos.
No mundo, 33,4 milhões de pessoas são portadoras do HIV, mas apenas um terço tem acesso a remédios. No Brasil, cerca de 250 mil não sabem que estão contaminadas. O país não integra o grupo de nações que garantiram acesso universal ao tratamento.
A constatação da OMS é de que, em uma década, avanços importantes foram feitos para garantir que a população mundial tivesse acesso a remédios. Mas nenhuma das metas estabelecidas pela ONU foi atingida. Em 2003, a meta era ter, após dois anos, 3 milhões de pessoas sob tratamento. O número só foi atingido em 2007.
Para 2010, a meta era conseguir, nos países em desenvolvimento, que 80% da população - um total de 15 milhões de pessoas - tivesse acesso aos tratamentos. Mas, segundo a OMS, ao final de 2009 o número era de apenas 5,2 milhões, 36% do total. Só oito países atingiram a marca dos 80%, entre eles Romênia, Ruanda, Cuba e Botsuana. A ONU (Organização das Nações Unidas) adotou 2015 como o novo prazo para atingir esse objetivo.
Polêmica brasileira
Os dados sobre o Brasil são alvo de polêmica. Por uma disparidade na forma de contar o número de doentes e de pessoas com acesso a remédios, a OMS indica que entre 50% e 80% dos brasileiros com o HIV recebem tratamento. Entre 20 mil e 190 mil pessoas no país precisariam de medicamentos. A OMS considera a epidemia da Aids no Brasil "concentrada" em determinadas parcelas da população, diz Dirceu Greco, do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.
Greco cita como exemplo a queda na transmissão vertical e a estabilidade na taxa de mortalidade.
– E não há fila para entrar no programa de tratamento.
Ele afirmou que o teste para detectar a doença pode ser feito em qualquer Unidade Básica de Saúde.
Mais de 50% das pessoas infectadas pelo vírus da Aids não sabem que estão contaminadas e 10 milhões em todo o mundo não têm acesso a remédios e tratamento. O alerta está em um novo relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde), que aponta a necessidade de US$ 10 bilhões para garantir o tratamento a todos.
No mundo, 33,4 milhões de pessoas são portadoras do HIV, mas apenas um terço tem acesso a remédios. No Brasil, cerca de 250 mil não sabem que estão contaminadas. O país não integra o grupo de nações que garantiram acesso universal ao tratamento.
A constatação da OMS é de que, em uma década, avanços importantes foram feitos para garantir que a população mundial tivesse acesso a remédios. Mas nenhuma das metas estabelecidas pela ONU foi atingida. Em 2003, a meta era ter, após dois anos, 3 milhões de pessoas sob tratamento. O número só foi atingido em 2007.
Para 2010, a meta era conseguir, nos países em desenvolvimento, que 80% da população - um total de 15 milhões de pessoas - tivesse acesso aos tratamentos. Mas, segundo a OMS, ao final de 2009 o número era de apenas 5,2 milhões, 36% do total. Só oito países atingiram a marca dos 80%, entre eles Romênia, Ruanda, Cuba e Botsuana. A ONU (Organização das Nações Unidas) adotou 2015 como o novo prazo para atingir esse objetivo.
Polêmica brasileira
Os dados sobre o Brasil são alvo de polêmica. Por uma disparidade na forma de contar o número de doentes e de pessoas com acesso a remédios, a OMS indica que entre 50% e 80% dos brasileiros com o HIV recebem tratamento. Entre 20 mil e 190 mil pessoas no país precisariam de medicamentos. A OMS considera a epidemia da Aids no Brasil "concentrada" em determinadas parcelas da população, diz Dirceu Greco, do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.
Greco cita como exemplo a queda na transmissão vertical e a estabilidade na taxa de mortalidade.
– E não há fila para entrar no programa de tratamento.
Ele afirmou que o teste para detectar a doença pode ser feito em qualquer Unidade Básica de Saúde.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Jovens com HIV podem participar de concurso cultural
Ministério da Saúde promove concurso cultural para jovens que vivem com HIV
Vão até o próximo dia 8 as inscrições para que jovens que vivem ou convivem com HIV ou AIDS participem do concurso cultural “Vidas em Crônica”, realizado pelo Ministério da Saúde. O objetivo do concurso é reunir os melhores relatos sobre a epidemia a partir da perspectiva de quem tem entre 15 e 30 anos de idade.
O edital de participação está disponível no site www.aids.gov.br/vidas. Os primeiros colocados ganharão um netbook. Serão selecionadas em 20 de outubro as 10 melhores histórias – cinco de cada área. Elas serão adaptadas por um escritor e publicadas em uma revista especializada. Mais informações no www.aids.gov.br
Vão até o próximo dia 8 as inscrições para que jovens que vivem ou convivem com HIV ou AIDS participem do concurso cultural “Vidas em Crônica”, realizado pelo Ministério da Saúde. O objetivo do concurso é reunir os melhores relatos sobre a epidemia a partir da perspectiva de quem tem entre 15 e 30 anos de idade.
O edital de participação está disponível no site www.aids.gov.br/vidas. Os primeiros colocados ganharão um netbook. Serão selecionadas em 20 de outubro as 10 melhores histórias – cinco de cada área. Elas serão adaptadas por um escritor e publicadas em uma revista especializada. Mais informações no www.aids.gov.br
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Faltam médicos especialistas em HIV, diz USP
Estudo da USP mostra que médicos de São Paulo não estão preparados para lidar com HIV
Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) recém-divulgado aponta que faltam médicos para cuidar dos pacientes de HIV no Estado, além de falta de preparo de boa parte do grupo para lidar com soropositivos. De acordo com o estudo, 70,9% dos 2.361 médicos que prescreveram antirretrovirais de outubro de 2007 a maio de 2009 não tinham formação em infectologia.
O Perfil do Médico Prescritor de Antirretrovirais no Estado de São Paulo indica ainda que 61% dos profissionais defendem a criminalização de portadores que transmitem o vírus da AIDS a parceiros sexuais - o que contraria orientação das autoridades de saúde brasileiras e das Nações Unidas.
Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) recém-divulgado aponta que faltam médicos para cuidar dos pacientes de HIV no Estado, além de falta de preparo de boa parte do grupo para lidar com soropositivos. De acordo com o estudo, 70,9% dos 2.361 médicos que prescreveram antirretrovirais de outubro de 2007 a maio de 2009 não tinham formação em infectologia.
O Perfil do Médico Prescritor de Antirretrovirais no Estado de São Paulo indica ainda que 61% dos profissionais defendem a criminalização de portadores que transmitem o vírus da AIDS a parceiros sexuais - o que contraria orientação das autoridades de saúde brasileiras e das Nações Unidas.
Mudança de horário começa dia 17 de outubro
O horário de verão deste ano terá início no dia 17 de outubro e terminará no dia 20 de fevereiro de 2011. Neste período, os brasileiros que moram nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste terão que adiantar o relógio em uma hora.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, nos últimos anos a redução média da demanda de energia elétrica tem sido em torno de 5%, nas regiões onde o horário de verão foi aplicado. A medida tem como objetivo reduzir os picos de demanda por energia, proporcionando uma utilização mais uniforme durante o dia.
O adiantamento do horário em uma hora diminui o carregamento nas linhas de transmissão, subestações e nos sistemas de distribuição, de forma que o atendimento em épocas de maior consumo ocorra com maior eficiência.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
HIV-1 e HIV-2: conheça a diferença entre os vírus que causam a Aids
O vírus HIV-2, um segundo tipo do organismo que causa a Aids, teve sua presença confirmada no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz, durante o II Congresso de Infectologia do Estado do Rio de Janeiro, nesta semana. Encontrado em 15 pacientes, o vírus tem uma taxa de replicação menor e, por isso, pode ser considerado como uma versão mais “lenta” (mas também fatal) do HIV-1, o mais conhecido no país. O achado tem um impacto direto na questão do tratamento oferecido pelo governo federal, uma vez que o HIV-2 é resistente aos antirretrovirais do tipo não-nucleosídeos – uma das classes medicadas no Brasil.
“Os dois têm a mesma ação no organismo humano, mas o HIV-2 produz menos partículas virais que o HIV-1. Como não há tanta partícula no organismo da pessoa infectada, a possibilidade de transmissão é menor, mas ela existe”, explica Ana Carolina Vicente, chefe do Laboratório de Genética Molecular de Microorganismos da Fundação Oswaldo Cruz e líder da pesquisa. Isso significa que, ao ser contaminada, a pessoa demora mais a desenvolver a síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids).
De acordo com Dirceu Greco, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o vírus já tinha sido identificado no país anteriormente. “A novidade é que, pela primeira vez, ele foi caracterizado genotipicamente. A descoberta não representa um risco maior à população”, salienta. No Brasil, o HIV-2 ainda representa uma parcela pequena da população infectada. As formas de contágio, no entanto, continuam sendo as mesmas: contato sexual, pelo sangue e de mãe para filho, durante a gestação.
Mais frequente nos países ao norte da África, o vírus HIV-2 pode significar um risco extra às pessoas que já possuem o HIV-1. “Se imaginarmos que a infecção atinge diretamente nosso sistema imunológico, com o contágio dos dois vírus, nosso sistema de defesa será bombardeado por dois agentes”, comenta Ana Carolina. Como os vírus convivem em sintonia e se multiplicam simultaneamente no organismo, o contágio, chamado de infecção conjunta ou superinfecção, ocorre também com subtipos do HIV-1, classificados com letras de A a H (no Brasil, os subtipos mais comuns são o B, C e o F). Por isso, os especialistas são unânimes no alerta: a prevenção com camisinha deve ser usada pelos soropositivos mesmo em relações com outras pessoas soropositivas.
“Os dois têm a mesma ação no organismo humano, mas o HIV-2 produz menos partículas virais que o HIV-1. Como não há tanta partícula no organismo da pessoa infectada, a possibilidade de transmissão é menor, mas ela existe”, explica Ana Carolina Vicente, chefe do Laboratório de Genética Molecular de Microorganismos da Fundação Oswaldo Cruz e líder da pesquisa. Isso significa que, ao ser contaminada, a pessoa demora mais a desenvolver a síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids).
De acordo com Dirceu Greco, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o vírus já tinha sido identificado no país anteriormente. “A novidade é que, pela primeira vez, ele foi caracterizado genotipicamente. A descoberta não representa um risco maior à população”, salienta. No Brasil, o HIV-2 ainda representa uma parcela pequena da população infectada. As formas de contágio, no entanto, continuam sendo as mesmas: contato sexual, pelo sangue e de mãe para filho, durante a gestação.
Mais frequente nos países ao norte da África, o vírus HIV-2 pode significar um risco extra às pessoas que já possuem o HIV-1. “Se imaginarmos que a infecção atinge diretamente nosso sistema imunológico, com o contágio dos dois vírus, nosso sistema de defesa será bombardeado por dois agentes”, comenta Ana Carolina. Como os vírus convivem em sintonia e se multiplicam simultaneamente no organismo, o contágio, chamado de infecção conjunta ou superinfecção, ocorre também com subtipos do HIV-1, classificados com letras de A a H (no Brasil, os subtipos mais comuns são o B, C e o F). Por isso, os especialistas são unânimes no alerta: a prevenção com camisinha deve ser usada pelos soropositivos mesmo em relações com outras pessoas soropositivas.
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